quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Qualidades de um bom Catequista

1. O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja. Deve testemunhar por sua vida, seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus.



2. Deve ser uma pessoa integrada na sua comunidade. A catequese, hoje, deve ser comunitária.

3. O Catequista precisa de uma consciência crítica diante de fatos e acontecimentos. Deve levar a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, à luz da Palavra de Deus.

4. Ter sempre uma atitude de animador. Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade.



5. O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir. Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá-la; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice-versa.






6. O catequista precisa ter também certas qualidades “humanas”:
ser uma pessoa psicologicamente equilibrada;
saber trabalhar em equipe, ter uma certa liderança e ser criativo;
ser uma pessoa responsável e perseverante. Responsabilidade e pontualidade são necessárias;
ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didática e técnica de grupo;
sentir dentro de si a vocação de catequista.

7. O catequista deve cuidar constantemente da sua formação. Nunca pode dizer que está pronto para
sua tarefa. Precisamos de uma formação permanente:
através de dias de encontro, reflexão e oração com os catequistas da sua comunidade;
* planejando e programando junto com os outros, ajudando-se assim mutuamente;
* participando de cursos dentro da própria comunidade ou paróquia,ou fora;
* lendo bastante, atualizando-se sempre, estudando os documentos da Igreja sobre catequese e outros assuntos atuais;
* formando o grupo dos catequistas.

8. Outras qualidades:
Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.
O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um SERVIÇO. E como nos diz o documento Catechesi Tradendae (A Catequese Hoje) a “atividade catequética é uma tarefa verdadeiramente primordial na missão da Igreja”.
O catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas.
O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética.
E com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete.
O catequista necessita das seguintes qualidades:
• Ser uma pessoa com equilíbrio psicológico;
• Ter capacidade de diálogo, criatividade e iniciativa, saber trabalhar em equipe;
• Ser perseverante, pontual e responsável;
• Ser participativo, engajado nas atividades da paróquia, da comunidade e ter espírito de serviço;
• Ter vida de oração, leitura e meditação diária da Palavra de Deus;
• Ter espírito crítico e discernimento diante da realidade;
• Ser capaz de respeitar a individualidade de cada pessoa.
Isso não significa que exista uma pessoa que tenha todas essas qualidades, mas que devemos procurar desenvolvê-las no nosso dia-a-dia, pois se somos chamados, escolhidos por Jesus, Ele nos dá a graça para alcançá-las.”

9. Uma paróquia onde não se prega a vivência de Jesus Vivo e Sacramentado e sim um Cristo histórico, como numa escola de catecismo, sem a preocupação de se criar um amor entre o catequizando e Deus.
Veja que o que é proposto pelas diretrizes, digamos, é o modelo ideal, o ápice de uma catequese renovada e cumpridora do papel de evangelizadora. E, neste ponto, entramos num campo mais delicado e surge uma dúvida: ‘Como praticar e ser fiel a este modelo?’
Acredito que para começarmos a alcançar esta meta é necessário insistir na:
HUMILDADE e MISERICÓRDIA

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SUGESTÕES DE RECURSOS A SEREM USADOS NOS ENCONTROS DE CATEQUESE

1.   Quadros, Fotos e Gravuras
Quadros
Dentro desta categoria está tanto o tradicional quadro-de-giz quanto o mais atual quadro imantado.
Esses recursos oferecem muitas possibilidades de uso no desenvolvimento de uma aula, são fáceis de apagar e não exigem habilidade especial para usá-los.Apresentam, também, características didaticamente valiosas e consideráveis.
Vantagens práticas, a saber:
a)    Não necessitam de eletricidade e se prestam a múltiplas condições ambientais;
b)    São fáceis de usar;
c)    Não requerem realizações elaboradas.
Mural
Pode ser de madeira ou papelão, mesmo sendo muito simples, deve ser atraente. A idéia central a ser transmitida deverá sobressair, os elementos devem apresentar harmonia e coerência. O conteúdo deve ser ilustrado, utilizando-se gravuras, fotos, desenhos ou trabalhos feitos pelas próprias crianças.
Álbum Seriado
O álbum seriado consiste em uma coleção de folhas de papel, em geral de grandes dimensões, dispostas em um cavalete de madeira e presas a ele por meio de parafusos ou ganchos. Nele podem ser escritos roteiros ou coladas fotos e/ou gravuras.
Maquetes
A maquete pode ser confeccionada utilizando-se diversos materiais: caixas vazias, copos plásticos, palitos, areia, cartolina, dentre outros. Ela deverá ser construída sobre uma prancha de papelão, mesa ou dentro de uma caixa.
Quebra-Cabeça
Poder ser confeccionado com caixas de pasta de dente, caixas de fósforo ou papel cartão. O quebra-cabeça é um recurso muito bom para trabalhar com memorização de versículos.
Quadro de Perguntinhas
O quadro de perguntinhas pode ser confeccionado com papel pardo, folha de álbum seriado ou cartolina e deve ser utilizado no suporte para álbum seriado ou mesmo no quadro-de-giz. Basta desenhar, no papel escolhido, um retângulo dividido em quadrinhos e numerados. Cada número deverá corresponder a uma pergunta que podem ser registradas em fichas pautadas ou cartolina colorida. As crianças deverão responder à pergunta correspondente ao número escolhido por elas.
Varal de Versículos
O varal é confeccionado utilizando barbante e roupinhas infantis de papel colorido. Em cada roupinha é escrita uma das palavras do versículo a ser memorizado. As roupinhas de papel são distribuídas aleatoriamente e as crianças devem pendurá-las na ordem correta.
Pétalas Bíblicas
As pétalas podem ser confeccionadas com papel crepom, papel seda ou papel ofício. Depois de recortadas devem receber uma pergunta de um lado e um número no outro. Monte a flor no flanelógrafo com velcro ou no quadro-de-giz com fita crepe de duas faces. As crianças tiram as pétalas e respondem às perguntas da pétala retirada.
Árvore de Papel
A árvore de papel poder ser confeccionada com cartolina verde, cartolina marrom e percevejos. Recortar as folhas em cartolina verde e o tronco da árvore em marrom ou desenhe a árvore sobre uma grande folha de papel. O tamanho deverá ser determinado de acordo com o espaço disponível. A árvore de papel poderá ser utilizada para marcar a data de aniversário das crianças. Fazer flores de papel com o nome das meninas e as data de aniversário. Fazer frutos com o nome e aniversário dos meninos. A cada mês devem ser acrescentados os nomes dos aniversariantes, sem retirar os que já estão afixados.
A cada dia a árvore ficará mais florida e cheia de frutos, até que termine o ano.
Flanelógrafo
O flanelógrafo pode ser confeccionado com madeira ou papelão bem grosso, coberto com flanela ou feltro. É utilizado afixando figuras coloridas com velcro ou lixa.
Dica para confecção de figuras para o flanelógrafo
1.   Recortar figuras de livros de histórias bíblicas para crianças, ou desenhar e pintar desenhos com cores vivas.
2.   Numerar, no verso da figura atrás de acordo com a seqüência da história.
3.   Colar um pedaço de velcro ou lixa atrás no verso da figura.
4.   Guardar as figuras em um envelope identificado na frente com o título e o texto a ser falado.
5.   Organizar os envelopes, com as histórias, de acordo com a ordem que será apresentada.
6.   Guardar todos os envelopes em uma caixa ou pasta catálogo.
Dicas para utilizar o flanelógrafo
1.   Organize as figuras antes de começar a contar a história. Deixe em uma caixa sem tampa para facilitar o acesso.
2.   As figuras devem ser apresentadas às crianças e coladas no flanelógrafo com tranqüilidade.
3.   Fixe as figuras da esquerda para a direita.

COMO TRABALHAR TEXTOS SAGRADOS


Atividades que incluem a interpretação dos símbolos contidos no texto, uma elaboração individual, discussão dirigida, comparação com eventos que estejam na ordem do dia, estudo da mensagem, desenho, dramatização. Tudo isto em grupo, com críticas mútuas e participação.
EXEMPLOS:

1. Saber a situação, por exemplo, em que a Parábola foi contada.
Situação da Parábola.

2. O texto da parábola. Por exemplo, Lucas 8,4-8

3. A ligação que existe entre a Parábola e a história.
A História na Parábola.

4. ATIVIDADES

4.1- Interpretações dos símbolos
Obs.: anotar o que significam os símbolos que aparecem no texto.

4.2- Elaborações Individuais
Obs.: Anotar as opiniões sobre alguma pergunta.

4.3- Discussões dirigidas
Apresentação da sua opinião (4.2) ao grupo; ouça as opiniões dos outros.

4.4- Estórias em quadrinhos
Reproduzir, numa estória em quadrinhos com seis cenas, sem legenda, a seqüência dos fatos apresentados no texto.

4.5- Comparação
Localização do texto em outros evangelhos. Comparar estes textos com o outro, estabelecendo semelhanças e diferenças entre eles. Anote-as.

4.6- Mensagem
Anotar o que aprendeu com esta Parábola.

4.7- Dramatização
Organizar com seu grupo uma dramatização onde haja o desempenho dos seguintes papéis:
-Um narrador (que lerá o texto)
-Outros
Não se esquecer de destacar alguns elementos para fazer a avaliação do trabalho de dramatização.
Observar se a mensagem foi facilmente percebida.
Anotar pontos positivos e negativos.

4.8- Mural
Preparar, com o grupo, um mural, para ser apresentado, sobre o tema, por exemplo, uma Parábola. Relacioná-la com os dias de hoje.
-Coletar gravuras sobre situações onde ela existe e onde não existe.
-Organizar frases para serem colocadas em cada gravura, utilizando a resposta dada à questão (4.2) e as opiniões que ouviu de outros elementos.
-Elaborar uma conclusão e escrever no mural.
-Destacar com letras grandes, o título do mural.

4.9- Outras estórias
Usar a idéia principal ( mensagem) que você aprendeu no texto e invente outra estória. Escreva-a para mostrá-la ao grupo.
Lembre-se: Você deve escrever outra estória que tenha a mesma mensagem (idéia principal) do texto.

4.10- Porque teria acontecido isto?
Pensar em três motivos.
4.10.1- Eles podiam...
4.10.2- Talvez eles...
4.10.3- Eles poderiam...


As Parábolas de Jesus servirão de maior incentivo à fé e servirão de subsídio ou de material de pesquisa para entender a doutrina que você ainda não consegue entender ou mesmo aceitar totalmente. Peça aos catequizandos que pesquisem nas indicações oferecidas o contexto em que Jesus usou estas Parábolas. Perceberá porque o povo se admirava de Sua pregação. Ele tornava o espiritual tão real e tão palpável, que todos sentiam prazer em ouvi-Lo.
Você catequista poderá dividir os catequizandos em grupos e fazer o sorteio entre eles das Parábolas que vamos destacar abaixo, e poderá cada grupo desenvolver os itens acima (sugestões), sobre a Parábola que sortearam. Poderás usar outros textos bíblicos também.

PARÁBOLAS:

·         Semeador
·         Grão de mostarda
·         Fermento dos fariseus
·         Casa sobre a rocha
·         Crianças a brincar
·         O fermento
·         Servo cruel
·         Operários da vinha
·         Porta fechada
·         Ovelha perdida
·         O joio
·         Tesouro escondido
·         Pérola preciosa
·         A rede
·         A semente
·         Os dois devedores
·         O bom samaritano
·         O amigo importuno
·         O rico insensato
·         O último lugar
·         A grande ceia
·         A dracma perdida
·         O filho pródigo
·         O administrador infiel
·         O mau rico e o pobre Lázaro
·         O juiz iníquo
·         O fariseu e o publicano
·         Os dois filhos
·         A veste nupcial
·         Lavradores infiéis
·         As dez virgens
·         Os talentos
·         Servos vigilantes
·         Figueira estéril
·         Grão de trigo
·         Pai de família
·         Rei que vai para a guerra
·         Torre em construção

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O QUE É CATEQUESE?

Quando se fala em catequese, muitos pensam na catequese que prepara as crianças à Primeira Eucaristia.
Catequese hoje , não se confunde com o”dar catecismo”. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo.
Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também na vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Segundo o Documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.
A catequese é um processo de educação da fé;
em comunidade – porque é algo que vai se realizando aos poucos, num caminhar na comunidade, em busca de uma sociedade fraterna e justa.
A catequese é dinâmica – porque está sempre atenta às situações históricas e sociais da nossa realidade
A catequese é sistemática – porque organiza uma programação para facilitar o conhecimento das verdades da fé, da palavra de Deus e do magistério da Igreja
A catequese é permanente – porque passa por todas as etapas e por todas as faixas de idade.

A CATEQUESE É:
a missão primordial da Igreja, que nasce da fé e se desenvolve na catequese permanente;
uma missão que enriquece a quem desempenha. Quando catequizamos, nós somos os primeiros catequizandos.
Um anúncio e serviço para provocar um vivo contato com Jesus Cristo, nas dimensões pessoal e comunitária para uma vivencia cristã levando a um compromisso.
O Documento “Catechesi Tradendae” nº 21 nos ensina que a catequese tem como tarefa a iniciação cristã integral e sistemática na fé, aberta a todos os aspectos da vida cristã, motivando os catequizandos à adesão a Jesus Cristo.
Catequese é diferente da evangelização que é o primeiro anúncio do evangelho e nos leva à conversão.
A catequese tem como por tarefa a iniciação global e sistemática da fé. Por meio da catequese é assimilada a doutrina e as verdades da fé que levam a um contato vivo com Cristo, tanto na dimensão pessoal como na dimensão da comunidade cristã (CT 21).

A CATEQUESE:
leva a motivação para buscar o conhecimento do mistério de Cristo na sua profunda vivência de fraternidade e justiça;
leva a iniciação na experiência religiosa, na oração e na vida sacramental;
leva a uma iniciação no compromisso missionário da Igreja;
leva ao crescimento da Igreja. A Igreja de amanha depende da catequese de hoje. Por isso, a catequese deve preocuparse continuamente não só em levar conhecimentos dos misterios da fé, mas também em abrir os corações à conversão e à adesão:
a Jesus Cristo, o Salvador que anunciamos;
ao homem, herdeiro do Reino de Deus;
à Igreja, Povo de Deus.
A catequese leva em conta as condições da pessoa: sua preocupações, esperanças e necessidades. A partir do homem, a catequese motiva-o para a vivência de sua fé integrada no dia-a-dia de sua vida cristã.
Os problemas sociais que hoje as pessoas enfrentam exigem novas formas de catequizar. Por isso, é necessário dedicar-se à educação da fé para criar responsabilidades nas ações, respeitando a dignidade e os direitos humanos.

SER CATEQUISTA um chamado de Deus


Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vêm e segue-me” (Mc 2,14)
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
a descoberta da própria vocação e
o compromisso de vivê-la com toda intensidade.
AS GRANDES VOCAÇÕES DA BÍBLIA
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: por um convite do pároco e/ou da coordenação de catequese, outras vezes, quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados de porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem sua raiz na vocação cristã. No Batismo e no Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anuncio da Palavra de Deus, segundo as nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isto pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus para Deus.
O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renuncias e dos sacrifícios. A lembrança , renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.
Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como:gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a nossa sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da igreja.
A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que o seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário pelo anúncio da Palavra de Deus.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

SUGESTÕES DE RECURSOS A SEREM USADOS NOS ENCONTROS DE CATEQUESE

1.   Quadros, Fotos e Gravuras
Quadros
Dentro desta categoria está tanto o tradicional quadro-de-giz quanto o mais atual quadro imantado.
Esses recursos oferecem muitas possibilidades de uso no desenvolvimento de uma aula, são fáceis de apagar e não exigem habilidade especial para usá-los.Apresentam, também, características didaticamente valiosas e consideráveis.

Vantagens práticas, a saber:

a)    Não necessitam de eletricidade e se prestam a múltiplas condições ambientais;
b)    São fáceis de usar;
c)    Não requerem realizações elaboradas.

Mural
Pode ser de madeira ou papelão, mesmo sendo muito simples, deve ser atraente. A idéia central a ser transmitida deverá sobressair, os elementos devem apresentar harmonia e coerência. O conteúdo deve ser ilustrado, utilizando-se gravuras, fotos, desenhos ou trabalhos feitos pelas próprias crianças.

Álbum Seriado
O álbum seriado consiste em uma coleção de folhas de papel, em geral de grandes dimensões, dispostas em um cavalete de madeira e presas a ele por meio de parafusos ou ganchos. Nele podem ser escritos roteiros ou coladas fotos e/ou gravuras.

Maquetes
A maquete pode ser confeccionada utilizando-se diversos materiais: caixas vazias, copos plásticos, palitos, areia, cartolina, dentre outros. Ela deverá ser construída sobre uma prancha de papelão, mesa ou dentro de uma caixa.

Quebra-Cabeça
Poder ser confeccionado com caixas de pasta de dente, caixas de fósforo ou papel cartão. O quebra-cabeça é um recurso muito bom para trabalhar com memorização de versículos.

Quadro de Perguntinhas
O quadro de perguntinhas pode ser confeccionado com papel pardo, folha de álbum seriado ou cartolina e deve ser utilizado no suporte para álbum seriado ou mesmo no quadro-de-giz. Basta desenhar, no papel escolhido, um retângulo dividido em quadrinhos e numerados. Cada número deverá corresponder a uma pergunta que podem ser registradas em fichas pautadas ou cartolina colorida. As crianças deverão responder à pergunta correspondente ao número escolhido por elas.

Varal de Versículos
O varal é confeccionado utilizando barbante e roupinhas infantis de papel colorido. Em cada roupinha é escrita uma das palavras do versículo a ser memorizado. As roupinhas de papel são distribuídas aleatoriamente e as crianças devem pendurá-las na ordem correta.

Pétalas Bíblicas
As pétalas podem ser confeccionadas com papel crepom, papel seda ou papel ofício. Depois de recortadas devem receber uma pergunta de um lado e um número no outro. Monte a flor no flanelógrafo com velcro ou no quadro-de-giz com fita crepe de duas faces. As crianças tiram as pétalas e respondem às perguntas da pétala retirada.

Árvore de Papel
A árvore de papel poder ser confeccionada com cartolina verde, cartolina marrom e percevejos. Recortar as folhas em cartolina verde e o tronco da árvore em marrom ou desenhe a árvore sobre uma grande folha de papel. O tamanho deverá ser determinado de acordo com o espaço disponível. A árvore de papel poderá ser utilizada para marcar a data de aniversário das crianças. Fazer flores de papel com o nome das meninas e as data de aniversário. Fazer frutos com o nome e aniversário dos meninos. A cada mês devem ser acrescentados os nomes dos aniversariantes, sem retirar os que já estão afixados.
A cada dia a árvore ficará mais florida e cheia de frutos, até que termine o ano.

Flanelógrafo
O flanelógrafo pode ser confeccionado com madeira ou papelão bem grosso, coberto com flanela ou feltro. É utilizado afixando figuras coloridas com velcro ou lixa.

Dica para confecção de figuras para o flanelógrafo
1.   Recortar figuras de livros de histórias bíblicas para crianças, ou desenhar e pintar desenhos com cores vivas.
2.   Numerar, no verso da figura atrás de acordo com a seqüência da história.
3.   Colar um pedaço de velcro ou lixa atrás no verso da figura.
4.   Guardar as figuras em um envelope identificado na frente com o título e o texto a ser falado.
5.   Organizar os envelopes, com as histórias, de acordo com a ordem que será apresentada.
6.   Guardar todos os envelopes em uma caixa ou pasta catálogo.

Dicas para utilizar o flanelógrafo
1.   Organize as figuras antes de começar a contar a história. Deixe em uma caixa sem tampa para facilitar o acesso.
2.   As figuras devem ser apresentadas às crianças e coladas no flanelógrafo com tranqüilidade.
3.   Fixe as figuras da esquerda para a direita.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jogos e Brincadeiras para crianças e adolescentes

MARCHA DOS CHAPÉUS
Os participantes formam um círculo e marcham ao compasso da música, um atrás do outro como os chapéus postos, menos um. Os chapéus devem ser passados ao companheiro que marcha na frente. Quando a música cessa repentinamente, um ficará sem chapéu e este deve sair do círculo, levando um chapéu. O último que consiga manter seu chapéu será o vencedor. Pode-se fazer a brincadeira com um só chapéu no círculo. O participante que ficar com o chapéu na cabeça ao cessar a música, sairá do círculo.

OVELHA PERDIDA

Uma criança é escolhida e seus olhos vendados. Uma vara é colocada em sua mão, enquanto os outros formam um círculo ao seu redor. O cego vai apontando com a sua vara e pergunta: “Você é a Minha Ovelha Perdida?” A pessoa apontada deve pegar a vara e levá-la perto da sua boca e emitir um balido, disfarçando a voz, mas se for reconhecida deverá tomar o lugar do cego. Cada vez que isto acontece, os jogadores mudam de lugar para não ser reconhecida a sua posição.

FAZENDO COMPRAS

Um círculo com uma pessoa no centro. O participante que vai fazer compras dará voltas ao redor do círculo e deter-se-á em frente de um dos participantes e dirá, por exemplo: “Vou ao México, que posso comprar?” Imediatamente, contará até dez e antes que termine, o concorrente a quem está falando terá que mencionar três coisas que comecem com M (como manteiga, medicamentos, meias). Se não conseguir fazer isto, então ele tomará o lugar do que vai fazer compras. Poderá mencionar qualquer lugar e as coisas compradas terão que começar com a inicial do nome do lugar.

CAÇAR NA NATUREZA
Jesus usava a Natureza para as suas ilustrações. Divida a classe em três ou quatro grupos. A cada grupo deve ser dada uma lista idêntica de artigos que devem ser encontrados. Ninguém pode sair da área designada.
Sugestões: sementes, trevo, haste de grama, folha de árvore, penas de aves, varinhas, pedaços de papel. Especifique um limite de tempo de mais ou menos 3 a 5 minutos. O grupo que conseguir mais itens é o vencedor.

SEGUE-ME PARA SAMARIA

Fazer uns quadrados no chão formando um grande círculo. Um quadrado para cada criança menos um que será o que “sobra”. Cada jogador ficará dentro do seu quadrado até que receba um toque do que sobra, ao este estar circulando e dizendo: “Segue-me para Samaria”. O que foi tocado coloca a sua mão no “sobra” e o segue. À medida que os outros vão sendo tocados e vão aumentando a fila que vai sendo unida pelas mãos no ombro, o líder pode gritar: “Os romanos vêm vindo”. Então, todos correm para os seus quadrados. O que ficar sem quadrado é “sobra”.

RINHA DE GALO
Prender com um alfinete uma figura ou objeto nas costas de dois jovens para que estes descubram mutuamente o que têm nas costas. Cada um procurará ver primeiro o que tem seu companheiro nas costas, procurando evitar que o outro veja a sua. Premiar o primeiro a descobrir.

ATENÇÃO! CONCENTRAÇÃO!

Formação: Em círculo, sentados na sala de aula ou à vontade.
Desenvolvimento: Ao iniciar o jogo, todos dirão: “__ Atenção! Concentração!” Logo em seguida baterão palmas 3 vezes.
“__ Atenção” – 3 palmas
“__ Concentração” _ 3 palmas
“__ Diga o nome” _ 3 palmas
“__ Nome de” _ 3 palmas
A seguir o líder ou uma criança por ele indicada falará e os demais baterão palmas da seguinte maneira:
“__ Uma fruta” _ 3 palmas
“__ Que você” _ 3 palmas
“__ Mais gosta” _ 3 palmas
Logo após da ordem indicada pelo líder cada criança dirá o nome de uma fruta e baterá 3 palmas, que será acompanhada por todo o grupo.
Depois de que todas as crianças tiverem dito o nome de uma fruta, o líder ou outra criança, sem intercessão, continua a brincadeira, dando nova ordem.
Poderão ser lembrados: nomes de cidades, bairros, países, acidentes geográficos, pessoas da Bíblia,  cores, animais, comidas, sobremesas, etc. Pagarão prendas os que errarem.

DENTRO! FORA!

Formação: Ao redor de um círculo grande ficam as crianças.
Desenvolvimento: O líder ordena Dentro ou Fora e todas as crianças cumprem as ordens pulando com os pés juntos para dentro ou para fora do círculo. De vez em quando o professor repete a mesma ordem. As crianças que erram são eliminadas provisoriamente, isto é, até serem substituídas por outras que cometeram a mesma falta.

CAMALEÃO

Formação: Este jogo necessita de um espaço relativamente plano, delimitado. Jogam pelo menos seis crianças. Coloca-se uma criança (camaleão), virada de olhos tapados pelas mãos. As restantes crianças estão colocadas à vontade, a uma distância de cerca de dez metros.
Desenvolvimento: Ao sinal de início do jogo, as crianças perguntam em coro àquela que está de costas: “Camaleão, de que cor?” . O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo, o azul. Mal diz a cor, neste exemplo, o azul, o camaleão vira-se e começa a correr atrás dos colegas, que fogem. Ao fugir, as crianças procuram um objeto da cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as pode caçar. Só pode caçar aquelas crianças que ainda não se livraram, ou seja, não tocaram na cor escolhida. Se o camaleão tocar em alguém antes de se livrar, este passa a ser o novo camaleão. Se o camaleão não conseguir caçar ninguém, continua nesta função.

QUEM SOU EU
Preparação: Círculo; crianças sentadas no chão, no centro fica uma criança de olhos vendados.
Desenvolvimento: Ao sinal do líder um dos companheiros da roda faz a pergunta: “__ Quem sou eu?” A criança de olhos vendados, indica a
direção da voz e responde: “__fulano”. Se acertar escolhe seu substituto.

A JAULA (ATIVO)

Preparação: Um grupo de crianças dispostos em círculos (lado a lado sem darem as mãos) forma a jaula. O outro grupo, cujos elementos representam os animais, se dispersa pelo terreno. O professor usará apito ou campainha.
Desenvolvimento: Ao sinal do professor os animais põem-se a correr, ora entrando, ora saindo da jaula. A um novo apito, as crianças do círculo dão as mãos fechando a jaula e prendendo, desse modo, os que ficaram dentro do círculo. Estes vão então fazer parte do mesmo, juntando-se aos que formam a jaula. A seguir o jogo recomeça até que todos os animais tenham sido aprisionados.

FAÇA O QUE EU FAÇO

Participantes em círculo. O primeiro inventa uma ação – coça a cabeça, estala os dedos, etc. O segundo, repete a açao do primeiro e acrescenta mais uma – tipo imita um carneiro. O terceiro vai repetir o que o 1o e o 2o fizeram e acrescentar mais uma e assim por diante. Coitado do ultimo, tem que lembrar de tudo e ainda fechar com chave de ouro

AVIÃO PEGADOR

Formação: Crianças dispersas a vontade, uma destacada: “o avião”.
Desenvolvimento: A um determinado sinal, o elemento destacado sai em perseguição dos colegas imitando um avião. Aquele que se vir em perigo de ser apanhado, para equilibrando-se num pé só e eleva os braços lateralmente fazendo a figura de um avião. O perseguidor não poderá pegá-lo enquanto ele estiver nesta posição. Quando o avião conseguir apanhar uma criança ela irá substituí-lo.

APANHAR O LENÇO

Material: Um lenço
Preparação: Duas linhas paralelas distantes 8 a 10 m. Marca-se o centro do campo onde se coloca o lenço.
Formação: Os jogadores formarão dois partidos dispostos atrás da linha. Todos serão numerados. Cada partido com os mesmos números.
Desenvolvimento: O professor gritará um número e os jogadores chamados correrão até o centro, terão como objetivo apanhar o lenço e voltar a sua fileira. No caso de um conseguir apanhar o lenço o outro deverá perseguí-lo e tocá-lo antes que ele consiga atingir a fileira.
Pontos: Alcançará dois pontos para o seu partido o jogador que conseguir apanhar o lenço e voltar a fileira sem ser tocado.

A SOPA ESTÁ PRONTA
Material: Gorro de cozinheiro
Formação: Crianças sentadas ou em pé em roda
Desenvolvimento: Uma criança é escolhida para ser o “cozinheiro” e fazer a sopa. Recebe o gorro de cozinheiro e caminha em volta da roda escolhendo crianças para representarem os diversos legumes, a carne, a massa, etc. Estas devem seguí-lo até que o cozinheiro diga: “__A sopa está pronta”. Neste momento todos correm para ocupar um lugar na roda. A criança que não conseguir entrar na roda ocupará o lugar do cozinheiro.

BOLO DE FUBÁ

Preparação: As crianças formam um círculo de mãos dadas, ficando uma no centro da roda.
Desenvolvimento: Ao sinal de início, o jogador central caminha ao redor do círculo (por dentro tendo as mãos levantadas). De súbito, abaixa-se e bate nas mãos de dois companheiros da roda, os quais saem a correr em direção contrária. Enquanto isso, quem “cortou o bolo”, apossa-se de um dos lugares deixados vagos. O primeiro a terminar a volta entra pelo lugar vazio vai ao centro da roda e diz depressa: “__bolo de fubá, já estou cá”, enquanto o último a chegar ocupa o lugar deixado vago na roda.

BOM DIA
Material: Um lenço
Formação: De mãos dadas as crianças formam um círculo. No interior deste permanecerá um jogador com os olhos vendados.
Desenvolvimento: O circulo gira para a direita ou para a esquerda. Quando o jogador do centro bater o pé no chão o círculo para de girar. A criança do centro aponta para um jogador e este dirá: “__Bom dia”. O do centro terá que o reconhecer pela voz, dizendo o seu nome. Caso erre, ainda terá o direito de apresentar mais dois nomes. Acertando, o que foi apontado ocupará o centro e o outro o substituirá na roda, do contrário, o jogo prosseguirá até que o do centro, fazendo novamente parar o círculo mencionar acertadamente o nome do companheiro.

O AMOR ESTÁ NO AR!!!! (QUEBRA-GELO)

Formar uma roda e dizer que um urso vai nos visitar hoje. (Um urso ou outro bichinho de pelúcia que vc tenha). Apresente o urso para todos e diga que eles podem fazer com ele o que eles quiserem um por um. Resultado: Abraços, beijos, apertos, jogar para o alto, bater, enfim “n” situações. Quando o convidado (o urso) passou por todos. Diga que cada um deve fazer com a pessoa que esta a sua direita o mesmo que fizeram com o urso. Então com certeza vai dar muitos abraços, beijos, apertos, jogar para o alto, bater, enfim “n” situações. No final de tudo a reflexão, a luz do grande mandamento e o cuidado com o próximo.

FUTEBOL DE MACACO

Faça um jogo de futebol, porém ao invés de jogar com os pés, as crianças só podem usar as mãos! Não é permitido segurar ou levantar a bola, apenas bater nela com as mãos. É engraçadíssimo pois, ao ficarem curvados, o pessoal parece um bando de macacos jogando futebol.

CONGELADO (Ativo- bom para Gincana)

É um jogo como o “queimado” mas as regras mudam um pouco: se alguém for atingido em uma certa parte do corpo, não pode mais usá-la até o fim do jogo, essa parte fica congelada.
Por exemplo, se alguém for atingido no braço, não pode mais usá-lo para arremessar. Se for atingido em uma perna, só pode pular com a outra perna. Se for atingido no tronco ou cabeça, está fora.
Use uma ou mais bolas leves de plástico ou vôlei.

POBRE GATINHO!: – (CALMO)

Formação: Crianças sentadas em círculo, um aluno fará papel de “gato”
Desenvolvimento: Este escolherá um dos participantes e perto dele imitará 3 vezes um gato. A cada miado, a criança terá que bater levemente com a mão na cabeça do gato e dizer: “__ Pobre gatinho! Pobre gatinho!” Se a criança sorrir virará gato em substituição ao colega.

O GATO E O RATO: – (MODERADO)

Formação: Formam-se uma roda. Uma criança vai para o centro “o rato” e outra fica de fora “o gato”
Desenvolvimento: Dada a partida a roda começa a girar, enquanto o gato pergunta e todos respondem:
“__ Seu ratinho está?”
“__ Não senhor!”
“__ Que horas vai voltar?”
“__ Às oito horas!”
“__ Que horas são?”
“__ Uma hora!”
“__ Que horas são?
“__ Duas horas!”
E assim por diante, até chegar o horário fixado (oito horas). Aí a roda pára e o gato corre a procura do rato. Durante a correria, ao rato serão facilitadas a saída e a entrada na roda enquanto que ao gato serão dificultadas. O jogo acaba com a prisão do rato que passará a ser gato na próxima rodada e um novo rato será escolhido.