sexta-feira, 20 de maio de 2011

SUGESTÕES DE RECURSOS A SEREM USADOS NOS ENCONTROS DE CATEQUESE

1.   Quadros, Fotos e Gravuras
Quadros
Dentro desta categoria está tanto o tradicional quadro-de-giz quanto o mais atual quadro imantado.
Esses recursos oferecem muitas possibilidades de uso no desenvolvimento de uma aula, são fáceis de apagar e não exigem habilidade especial para usá-los.Apresentam, também, características didaticamente valiosas e consideráveis.

Vantagens práticas, a saber:

a)    Não necessitam de eletricidade e se prestam a múltiplas condições ambientais;
b)    São fáceis de usar;
c)    Não requerem realizações elaboradas.

Mural
Pode ser de madeira ou papelão, mesmo sendo muito simples, deve ser atraente. A idéia central a ser transmitida deverá sobressair, os elementos devem apresentar harmonia e coerência. O conteúdo deve ser ilustrado, utilizando-se gravuras, fotos, desenhos ou trabalhos feitos pelas próprias crianças.

Álbum Seriado
O álbum seriado consiste em uma coleção de folhas de papel, em geral de grandes dimensões, dispostas em um cavalete de madeira e presas a ele por meio de parafusos ou ganchos. Nele podem ser escritos roteiros ou coladas fotos e/ou gravuras.

Maquetes
A maquete pode ser confeccionada utilizando-se diversos materiais: caixas vazias, copos plásticos, palitos, areia, cartolina, dentre outros. Ela deverá ser construída sobre uma prancha de papelão, mesa ou dentro de uma caixa.

Quebra-Cabeça
Poder ser confeccionado com caixas de pasta de dente, caixas de fósforo ou papel cartão. O quebra-cabeça é um recurso muito bom para trabalhar com memorização de versículos.

Quadro de Perguntinhas
O quadro de perguntinhas pode ser confeccionado com papel pardo, folha de álbum seriado ou cartolina e deve ser utilizado no suporte para álbum seriado ou mesmo no quadro-de-giz. Basta desenhar, no papel escolhido, um retângulo dividido em quadrinhos e numerados. Cada número deverá corresponder a uma pergunta que podem ser registradas em fichas pautadas ou cartolina colorida. As crianças deverão responder à pergunta correspondente ao número escolhido por elas.

Varal de Versículos
O varal é confeccionado utilizando barbante e roupinhas infantis de papel colorido. Em cada roupinha é escrita uma das palavras do versículo a ser memorizado. As roupinhas de papel são distribuídas aleatoriamente e as crianças devem pendurá-las na ordem correta.

Pétalas Bíblicas
As pétalas podem ser confeccionadas com papel crepom, papel seda ou papel ofício. Depois de recortadas devem receber uma pergunta de um lado e um número no outro. Monte a flor no flanelógrafo com velcro ou no quadro-de-giz com fita crepe de duas faces. As crianças tiram as pétalas e respondem às perguntas da pétala retirada.

Árvore de Papel
A árvore de papel poder ser confeccionada com cartolina verde, cartolina marrom e percevejos. Recortar as folhas em cartolina verde e o tronco da árvore em marrom ou desenhe a árvore sobre uma grande folha de papel. O tamanho deverá ser determinado de acordo com o espaço disponível. A árvore de papel poderá ser utilizada para marcar a data de aniversário das crianças. Fazer flores de papel com o nome das meninas e as data de aniversário. Fazer frutos com o nome e aniversário dos meninos. A cada mês devem ser acrescentados os nomes dos aniversariantes, sem retirar os que já estão afixados.
A cada dia a árvore ficará mais florida e cheia de frutos, até que termine o ano.

Flanelógrafo
O flanelógrafo pode ser confeccionado com madeira ou papelão bem grosso, coberto com flanela ou feltro. É utilizado afixando figuras coloridas com velcro ou lixa.

Dica para confecção de figuras para o flanelógrafo
1.   Recortar figuras de livros de histórias bíblicas para crianças, ou desenhar e pintar desenhos com cores vivas.
2.   Numerar, no verso da figura atrás de acordo com a seqüência da história.
3.   Colar um pedaço de velcro ou lixa atrás no verso da figura.
4.   Guardar as figuras em um envelope identificado na frente com o título e o texto a ser falado.
5.   Organizar os envelopes, com as histórias, de acordo com a ordem que será apresentada.
6.   Guardar todos os envelopes em uma caixa ou pasta catálogo.

Dicas para utilizar o flanelógrafo
1.   Organize as figuras antes de começar a contar a história. Deixe em uma caixa sem tampa para facilitar o acesso.
2.   As figuras devem ser apresentadas às crianças e coladas no flanelógrafo com tranqüilidade.
3.   Fixe as figuras da esquerda para a direita.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jogos e Brincadeiras para crianças e adolescentes

MARCHA DOS CHAPÉUS
Os participantes formam um círculo e marcham ao compasso da música, um atrás do outro como os chapéus postos, menos um. Os chapéus devem ser passados ao companheiro que marcha na frente. Quando a música cessa repentinamente, um ficará sem chapéu e este deve sair do círculo, levando um chapéu. O último que consiga manter seu chapéu será o vencedor. Pode-se fazer a brincadeira com um só chapéu no círculo. O participante que ficar com o chapéu na cabeça ao cessar a música, sairá do círculo.

OVELHA PERDIDA

Uma criança é escolhida e seus olhos vendados. Uma vara é colocada em sua mão, enquanto os outros formam um círculo ao seu redor. O cego vai apontando com a sua vara e pergunta: “Você é a Minha Ovelha Perdida?” A pessoa apontada deve pegar a vara e levá-la perto da sua boca e emitir um balido, disfarçando a voz, mas se for reconhecida deverá tomar o lugar do cego. Cada vez que isto acontece, os jogadores mudam de lugar para não ser reconhecida a sua posição.

FAZENDO COMPRAS

Um círculo com uma pessoa no centro. O participante que vai fazer compras dará voltas ao redor do círculo e deter-se-á em frente de um dos participantes e dirá, por exemplo: “Vou ao México, que posso comprar?” Imediatamente, contará até dez e antes que termine, o concorrente a quem está falando terá que mencionar três coisas que comecem com M (como manteiga, medicamentos, meias). Se não conseguir fazer isto, então ele tomará o lugar do que vai fazer compras. Poderá mencionar qualquer lugar e as coisas compradas terão que começar com a inicial do nome do lugar.

CAÇAR NA NATUREZA
Jesus usava a Natureza para as suas ilustrações. Divida a classe em três ou quatro grupos. A cada grupo deve ser dada uma lista idêntica de artigos que devem ser encontrados. Ninguém pode sair da área designada.
Sugestões: sementes, trevo, haste de grama, folha de árvore, penas de aves, varinhas, pedaços de papel. Especifique um limite de tempo de mais ou menos 3 a 5 minutos. O grupo que conseguir mais itens é o vencedor.

SEGUE-ME PARA SAMARIA

Fazer uns quadrados no chão formando um grande círculo. Um quadrado para cada criança menos um que será o que “sobra”. Cada jogador ficará dentro do seu quadrado até que receba um toque do que sobra, ao este estar circulando e dizendo: “Segue-me para Samaria”. O que foi tocado coloca a sua mão no “sobra” e o segue. À medida que os outros vão sendo tocados e vão aumentando a fila que vai sendo unida pelas mãos no ombro, o líder pode gritar: “Os romanos vêm vindo”. Então, todos correm para os seus quadrados. O que ficar sem quadrado é “sobra”.

RINHA DE GALO
Prender com um alfinete uma figura ou objeto nas costas de dois jovens para que estes descubram mutuamente o que têm nas costas. Cada um procurará ver primeiro o que tem seu companheiro nas costas, procurando evitar que o outro veja a sua. Premiar o primeiro a descobrir.

ATENÇÃO! CONCENTRAÇÃO!

Formação: Em círculo, sentados na sala de aula ou à vontade.
Desenvolvimento: Ao iniciar o jogo, todos dirão: “__ Atenção! Concentração!” Logo em seguida baterão palmas 3 vezes.
“__ Atenção” – 3 palmas
“__ Concentração” _ 3 palmas
“__ Diga o nome” _ 3 palmas
“__ Nome de” _ 3 palmas
A seguir o líder ou uma criança por ele indicada falará e os demais baterão palmas da seguinte maneira:
“__ Uma fruta” _ 3 palmas
“__ Que você” _ 3 palmas
“__ Mais gosta” _ 3 palmas
Logo após da ordem indicada pelo líder cada criança dirá o nome de uma fruta e baterá 3 palmas, que será acompanhada por todo o grupo.
Depois de que todas as crianças tiverem dito o nome de uma fruta, o líder ou outra criança, sem intercessão, continua a brincadeira, dando nova ordem.
Poderão ser lembrados: nomes de cidades, bairros, países, acidentes geográficos, pessoas da Bíblia,  cores, animais, comidas, sobremesas, etc. Pagarão prendas os que errarem.

DENTRO! FORA!

Formação: Ao redor de um círculo grande ficam as crianças.
Desenvolvimento: O líder ordena Dentro ou Fora e todas as crianças cumprem as ordens pulando com os pés juntos para dentro ou para fora do círculo. De vez em quando o professor repete a mesma ordem. As crianças que erram são eliminadas provisoriamente, isto é, até serem substituídas por outras que cometeram a mesma falta.

CAMALEÃO

Formação: Este jogo necessita de um espaço relativamente plano, delimitado. Jogam pelo menos seis crianças. Coloca-se uma criança (camaleão), virada de olhos tapados pelas mãos. As restantes crianças estão colocadas à vontade, a uma distância de cerca de dez metros.
Desenvolvimento: Ao sinal de início do jogo, as crianças perguntam em coro àquela que está de costas: “Camaleão, de que cor?” . O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo, o azul. Mal diz a cor, neste exemplo, o azul, o camaleão vira-se e começa a correr atrás dos colegas, que fogem. Ao fugir, as crianças procuram um objeto da cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as pode caçar. Só pode caçar aquelas crianças que ainda não se livraram, ou seja, não tocaram na cor escolhida. Se o camaleão tocar em alguém antes de se livrar, este passa a ser o novo camaleão. Se o camaleão não conseguir caçar ninguém, continua nesta função.

QUEM SOU EU
Preparação: Círculo; crianças sentadas no chão, no centro fica uma criança de olhos vendados.
Desenvolvimento: Ao sinal do líder um dos companheiros da roda faz a pergunta: “__ Quem sou eu?” A criança de olhos vendados, indica a
direção da voz e responde: “__fulano”. Se acertar escolhe seu substituto.

A JAULA (ATIVO)

Preparação: Um grupo de crianças dispostos em círculos (lado a lado sem darem as mãos) forma a jaula. O outro grupo, cujos elementos representam os animais, se dispersa pelo terreno. O professor usará apito ou campainha.
Desenvolvimento: Ao sinal do professor os animais põem-se a correr, ora entrando, ora saindo da jaula. A um novo apito, as crianças do círculo dão as mãos fechando a jaula e prendendo, desse modo, os que ficaram dentro do círculo. Estes vão então fazer parte do mesmo, juntando-se aos que formam a jaula. A seguir o jogo recomeça até que todos os animais tenham sido aprisionados.

FAÇA O QUE EU FAÇO

Participantes em círculo. O primeiro inventa uma ação – coça a cabeça, estala os dedos, etc. O segundo, repete a açao do primeiro e acrescenta mais uma – tipo imita um carneiro. O terceiro vai repetir o que o 1o e o 2o fizeram e acrescentar mais uma e assim por diante. Coitado do ultimo, tem que lembrar de tudo e ainda fechar com chave de ouro

AVIÃO PEGADOR

Formação: Crianças dispersas a vontade, uma destacada: “o avião”.
Desenvolvimento: A um determinado sinal, o elemento destacado sai em perseguição dos colegas imitando um avião. Aquele que se vir em perigo de ser apanhado, para equilibrando-se num pé só e eleva os braços lateralmente fazendo a figura de um avião. O perseguidor não poderá pegá-lo enquanto ele estiver nesta posição. Quando o avião conseguir apanhar uma criança ela irá substituí-lo.

APANHAR O LENÇO

Material: Um lenço
Preparação: Duas linhas paralelas distantes 8 a 10 m. Marca-se o centro do campo onde se coloca o lenço.
Formação: Os jogadores formarão dois partidos dispostos atrás da linha. Todos serão numerados. Cada partido com os mesmos números.
Desenvolvimento: O professor gritará um número e os jogadores chamados correrão até o centro, terão como objetivo apanhar o lenço e voltar a sua fileira. No caso de um conseguir apanhar o lenço o outro deverá perseguí-lo e tocá-lo antes que ele consiga atingir a fileira.
Pontos: Alcançará dois pontos para o seu partido o jogador que conseguir apanhar o lenço e voltar a fileira sem ser tocado.

A SOPA ESTÁ PRONTA
Material: Gorro de cozinheiro
Formação: Crianças sentadas ou em pé em roda
Desenvolvimento: Uma criança é escolhida para ser o “cozinheiro” e fazer a sopa. Recebe o gorro de cozinheiro e caminha em volta da roda escolhendo crianças para representarem os diversos legumes, a carne, a massa, etc. Estas devem seguí-lo até que o cozinheiro diga: “__A sopa está pronta”. Neste momento todos correm para ocupar um lugar na roda. A criança que não conseguir entrar na roda ocupará o lugar do cozinheiro.

BOLO DE FUBÁ

Preparação: As crianças formam um círculo de mãos dadas, ficando uma no centro da roda.
Desenvolvimento: Ao sinal de início, o jogador central caminha ao redor do círculo (por dentro tendo as mãos levantadas). De súbito, abaixa-se e bate nas mãos de dois companheiros da roda, os quais saem a correr em direção contrária. Enquanto isso, quem “cortou o bolo”, apossa-se de um dos lugares deixados vagos. O primeiro a terminar a volta entra pelo lugar vazio vai ao centro da roda e diz depressa: “__bolo de fubá, já estou cá”, enquanto o último a chegar ocupa o lugar deixado vago na roda.

BOM DIA
Material: Um lenço
Formação: De mãos dadas as crianças formam um círculo. No interior deste permanecerá um jogador com os olhos vendados.
Desenvolvimento: O circulo gira para a direita ou para a esquerda. Quando o jogador do centro bater o pé no chão o círculo para de girar. A criança do centro aponta para um jogador e este dirá: “__Bom dia”. O do centro terá que o reconhecer pela voz, dizendo o seu nome. Caso erre, ainda terá o direito de apresentar mais dois nomes. Acertando, o que foi apontado ocupará o centro e o outro o substituirá na roda, do contrário, o jogo prosseguirá até que o do centro, fazendo novamente parar o círculo mencionar acertadamente o nome do companheiro.

O AMOR ESTÁ NO AR!!!! (QUEBRA-GELO)

Formar uma roda e dizer que um urso vai nos visitar hoje. (Um urso ou outro bichinho de pelúcia que vc tenha). Apresente o urso para todos e diga que eles podem fazer com ele o que eles quiserem um por um. Resultado: Abraços, beijos, apertos, jogar para o alto, bater, enfim “n” situações. Quando o convidado (o urso) passou por todos. Diga que cada um deve fazer com a pessoa que esta a sua direita o mesmo que fizeram com o urso. Então com certeza vai dar muitos abraços, beijos, apertos, jogar para o alto, bater, enfim “n” situações. No final de tudo a reflexão, a luz do grande mandamento e o cuidado com o próximo.

FUTEBOL DE MACACO

Faça um jogo de futebol, porém ao invés de jogar com os pés, as crianças só podem usar as mãos! Não é permitido segurar ou levantar a bola, apenas bater nela com as mãos. É engraçadíssimo pois, ao ficarem curvados, o pessoal parece um bando de macacos jogando futebol.

CONGELADO (Ativo- bom para Gincana)

É um jogo como o “queimado” mas as regras mudam um pouco: se alguém for atingido em uma certa parte do corpo, não pode mais usá-la até o fim do jogo, essa parte fica congelada.
Por exemplo, se alguém for atingido no braço, não pode mais usá-lo para arremessar. Se for atingido em uma perna, só pode pular com a outra perna. Se for atingido no tronco ou cabeça, está fora.
Use uma ou mais bolas leves de plástico ou vôlei.

POBRE GATINHO!: – (CALMO)

Formação: Crianças sentadas em círculo, um aluno fará papel de “gato”
Desenvolvimento: Este escolherá um dos participantes e perto dele imitará 3 vezes um gato. A cada miado, a criança terá que bater levemente com a mão na cabeça do gato e dizer: “__ Pobre gatinho! Pobre gatinho!” Se a criança sorrir virará gato em substituição ao colega.

O GATO E O RATO: – (MODERADO)

Formação: Formam-se uma roda. Uma criança vai para o centro “o rato” e outra fica de fora “o gato”
Desenvolvimento: Dada a partida a roda começa a girar, enquanto o gato pergunta e todos respondem:
“__ Seu ratinho está?”
“__ Não senhor!”
“__ Que horas vai voltar?”
“__ Às oito horas!”
“__ Que horas são?”
“__ Uma hora!”
“__ Que horas são?
“__ Duas horas!”
E assim por diante, até chegar o horário fixado (oito horas). Aí a roda pára e o gato corre a procura do rato. Durante a correria, ao rato serão facilitadas a saída e a entrada na roda enquanto que ao gato serão dificultadas. O jogo acaba com a prisão do rato que passará a ser gato na próxima rodada e um novo rato será escolhido.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Como trabalhar um encontro


Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro.
Acolhida:
É a sala de visita do encontro. Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas...
É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome. Todo participante que se sente aceito e amado participará com mais alegria e motivação.
Olhar a vida, ou ver a realidade
Suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor. Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas.
O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus. A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização...
Iluminar a vida com a Palavra (Julgar).
A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...
Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida.
Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.
É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz.
Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós?
O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos...
Celebrar a Fé e a Vida.
É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.
O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos e nos aproximamos do convidado especial, que é Deus.
A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida.
A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.
Assumir ações práticas.
Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade.
Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos.
O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exige a mudança nas pessoas, famílias, comunidade.
Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.
Recordar o encontro.
Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária, sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.
Guardar para vida.
Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas.
As frases poderão ser escritas em papéis ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.
Avaliar.
A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom.
Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo; partilha; capacidade de perdoar; atitudes de fraternidade.
A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.
São muitas as formas de avaliar. Podem-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião.
A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Parece simples preparar um encontro, mas, como vemos, exige do (a) catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo.
Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10).
Qualquer ambiente era propício para acolher – ensinar – aprender - conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

COMO PLANEJAR EVENTOS NA CATEQUESE

GINCANA:
As gincanas são atividades recreativas de competição de equipes, coma finalidade de alegrar, confraternizar e educar. Poderão ser realizadas em uma manhã ou tarde, ou se prolongar por um dia, semana ou mês. As tarefas a serem realizadas são entregues com antecedência, para que os grupos competidores tenham tempo de tentar realizá-las. Escolhe-se um local espaçoso para a entrega das tarefas cumpridas, e premiam-se as equipes que melhor pontuação obtiver.
Veja alguns exemplos de gincana:
Gincana da história da Igreja, Gincana de passagens bíblicas, Gincana da catequese, Gincana Recreativa (Caça ao tesouro; Queimado, bandeirinha, e outros jogos, Corrida do saco, do ovo na colher, encher as garrafas, Dança das cadeiras, Cabra cega, etc.), Gincana da solidariedade (Ver as necessidades da comunidade - alimentação, remédios, material didático, material de construção, roupas, brinquedos, etc. - dividir a turma em grupos. Ao final conta-se o material recolhido e combina-se um dia para entregá-lo).

FEIRAS E EXPOSIÇÕES:
Como exemplo de feiras que podem ser feitas com os adolescentes da perseverança, temos Feira Bíblica, com exposições de trabalhos sobre a Bíblia, Feira Santa ou Feira Mariana, com trabalhos sobre a vida dos santos ou de Nossa Senhora, etc.
São eventos que favorecem a piedade religiosa, a Identidade católica, o sentido de participação conjunta em unidade com a Igreja, na vivência e no zelo pelo Evangelho.

OLIMPÍADAS E OU TORNEIOS:
Ao se programar uma olimpíada ou torneio para os catequizandos de perseverança é preciso ressaltar a finalidade de tal evento: Confraternização! Para tanto é recomendável que não se estimule a competição, mas sim a diversão. Seria interessante que fossem programados apenas esportes coletivos, para valorizar o trabalho em equipe e evitar os individualismos.

ATIVIDADES COM OS PAIS:
Objetivo - promover a integração entre famílias e comunidade eclesial, proporcionando espaço para reflexão e troca de experiências. Valorizar e resgatar o verdadeiro sentido da família, e sua importância enquanto Igreja doméstica.
“Por isso, é necessário que a comunidade cristã preste uma especial atenção aos genitores. Através de contatos pessoais, encontros, cursos e também mediante uma catequese para adultos, dirigida aos genitores, se deve ajudá-los a assumir a tarefa, 'hoje particularmente delicadas de educar os seus filhos na fé" (DGC 227).
Devemos conscientizá-los de que eles são, os primeiros responsáveis pela educação religiosa de seus filhos e que devemos caminhar juntos.
Podemos envolver os pais em muitas atividades, tais como: Participação nas celebrações do dia das mães, dia dos pais, dos avós.

Colaboração nos eventos da comunidade:
Festa do padroeiro, mês de Maria, Feira Bíblica, participação em mutirões, distribuição de mantimentos;

Promover:
Encontros de oração, gincana entre pais e filhos, palestras e debates de interesse dos adolescentes e seus pais, troca de experiências entre pais e filhos, clube de mães, passeios, dia de convívio com a Pastoral Familiar.

COMO ENSINAR AS CRIANÇAS A VIVEREM EM UNIÃO COM DEUS

Adorar não é só ficar sentado num banco como um espectador, ouvindo um líder ou Sacerdote falar sobre Deus. È pensar sobre Deus. Adorar é reservar tempo para apreciar quem é Deus é, o que Ele fez e o que está fazendo. É responder a Ele com reverência, louvor e alegria.
O primeiro passo para adorar é a aceitação agradecida do presente de Deus para nós.
A maneira de mostrar a Deus que nós O compreendemos e apreciamos, é agradecer a Ele por ter enviado Seu Filho Jesus e por Ele ter sofrido a morte de Cruz para nos salvar. Se aceitarmos Jesus como Salvador, o próprio Senhor virá viver em nós, e compreenderemos como Deus é verdadeiramente grande e bom. Depois disso é que começa a verdadeira adoração.
Adore a Deus quando estiver sozinho.
Adore a Deus em companhia de outros.
Deus quer que nós O adoremos junto a outras pessoas também. Mas ir à igreja ou participar de um Encontro não significa que você está adorando. Você O adora especialmente quando faz uma visita ao Sacrário e silencia na presença DELE ou quando O recebe no Sacramento da Santíssima Eucaristia.
Mas você pode adorar a Deus a qualquer hora, em qualquer lugar, quando pensa em Deus ao cantar, rezar, quando aprende Sua Palavra é preciso aprender a viver cada dia pensando sobre Deus e agradecendo a Ele por ser Quem é e pelo que fez. Quando o sol, ou a chuva, baterem em sua janela pela manhã, agradeça a Deus por dar-lhe um novo dia. Entoe uma melodia de louvor enquanto veste. Ajoelhe-se junto à sua cama e adore a Deus, entregando-se a Ele para servi-lO durante o dia. Lembre-se também de que está cercado pelas Suas maravilhas. Aprecie a água quando lava o rosto. Note as cores, os tecidos e os perfumes. Pense sobre a fruta, o leite, o pão que vai comer no café da manhã. A criação de Deus não é realmente prodigiosa? Enquanto vai para a escola, olhe o lindo céu, as árvores, as flores e os animais. Sinta o seu coração batendo, examine os seus dedos em ação. Reflita! O Deus maravilhoso que fez você e todas as coisas; passa o dia ao seu lado. Diga a Ele como está grato pelo Seu amor e pela promessa do Seu cuidado contínuo. Alegre-se com a Sua presença desde o momento em que acorda até a hora em que faz a sua oração da noite.
Use a Palavra de Deus para ajudar você a adorar.
Permita que a Palavra de Deus o ajude a se concentrar n'Ele e nas Sua obras. Os Salmos e muitas outras passagens das Escrituras são palavras de louvor ditas a Deus, e você pode usar algumas passagens, como oração a Deus: “Obrigado, Deus, por ser meu pastor, por prometer que nada vai me faltar”.
Adore a Deus em oração. Outra parte da adoração é falar com Deus e dizer o quanto Ele é maravilhoso. Termine uma dessas sentenças numa oração de louvor a Deus: “Deus eu te amo por que...” “Deus, eu te louvo por que...” “Tu és maravilhoso Deus, por que...”
Cante, cantar ajudará você a dizer a Deus que O ama .
Faça uma oferta de todo seu ser como um Ato de adoração.Oferte ao Bom Deus seu ser, seu coração, seu corpo, sua alma, seus talentos, seu tempo.Ajude sua Igreja,doando seu dízimo para sustentar sua paróquia e os trabalhos que ela desenvolve em sua comunidade,(cf. Malaquias3,10); ajude as pessoas necessitadas. Deus recompensará a nossa oferta.
Adorar é bom! Os que fazem da adoração uma parte de sua vida diária, descobrem o segredo de uma alegria verdadeira e duradoura.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Como contar histórias

Passe segurança! Não se desculpe ao começar, nem em palavras nem com uma expressão corporal encurvada. Conte em suas próprias palavras. Deixe a imaginação funcionar - isto é o que cria mágica e não malabarismos da memória. Se der branco, continue. Não faça caretas, xingos, nem se desculpe. Continue descrevendo detalhes de cores, locais; isto estimula a imaginação e ajuda a memória. Ou então faça uma pausa, olhando todos nos olhos, como para levantar suspense (não olhe para o chão). Improvise!
Mantenha as histórias até 10 minutos de extensão. Ensaie e cronometre.
A introdução é crucial. "Você vai ganhar ou perder nos 3 primeiros minutos dependendo de como você começa".Você tem que criar sua "sessão solene” no grupo de crianças, cada uma com seus próprios pensamentos e focos de atenção, antes que você possa começar a contar uma história para elas. Deve haver, na introdução, o indício de que coisas instigantes irão acontecer, incitando a curiosidade, unindo as crianças em antecipação. Não dê tudo na introdução. Sempre mantenha um certo nível de mistério, antecipação e surpresa durante toda a história.
Nós adultos tendemos a subestimar a capacidade das crianças de imaginar e fantasiar, e assim, muitas vezes fazemos muitos esforços para explicar ou justificar o "cenário" ou explicar tudo com detalhes. Na verdade o que atrai as crianças é a possibilidade de entender os aspectos implausíveis da história depois; o que é ótimo, você tem a atenção delas e elas ficarão pensando no que você disse.
Para contar histórias você precisa de um pouco de habilidade em vendas, sinceridade (não tente fingir alegria, tristeza, etc.. seja verdadeiro!), entusiasmo verdadeiro (não ser barulhento ou artificial), animação (em gestos, voz, expressão facial) e mais importante, ser você mesmo.
Nós queremos que a mensagem chegue clara e bem definida. Nosso objetivo é comunicar as verdades da Bíblia de uma maneira pessoal e com uma aplicação clara. Seja qual for a maneira que você conte a história, tenha certeza de ser objetivo! Não assuma que as crianças vão entender. Torne a história o mais real possível. Barret diz para não "contar a história de uma maneira cansada ou mal resumida. Pule dentro da narrativa, com a mesma intensidade que os fatos... Escolha UM ponto e conte-o como se fosse a notícia mais interessante do mundo". Mantenha simples e direto
Uma vez terminada a história, não fique divagando e corrigindo. Deixe os pensamentos das crianças presos no ponto da história, na mensagem central dela.
Quanto mais você praticar, melhores ficarão as suas técnicas. Teste diferentes métodos, seja criativo. Você sempre aprende de suas próprias experiências. Não seja extremamente tímido ou preocupado "com o que os outros irão dizer se..." Não tenha medo de ser um “palhaço” ou fazer papel de “bobo” para as crianças. Humildade, amor e oração são elementos importantes para contar histórias, juntamente com criatividade e inovação. As crianças pegam muito mais do que a história de você; elas percebem o seu entusiasmo pessoal com a mensagem. Elas precisam ver que você foi tocado pela Palavra. Prepare o seu coração enquanto prepara a história.
Tenha certeza de colocar algum drama, suspense na história. Deve haver uma situação que dirija ao clímax e ao final da história. O conflito pode ser introduzido imediatamente ou aos poucos para aumentar o suspense e a intriga. Tente levar os ouvintes a se preocupar junto com os personagens e se envolver com o que acontece.
O catequista deve estudar a lição muito bem. Você precisa saber muita coisa para poder ensinar um pouquinho.
Crianças aprendem com seus sentidos. Elas adoram sentir, cheirar, tocar, escutar e ver. Descreva personagens e locais vividamente, ajudando-os a solidarizar-se com os personagens.
Numa audiência mista, tente colocar a história ao nível do mais novo.
Características de uma boa história:
· Tema único e bem definido.
· Enredo bem desenvolvido.
· Estilo: imagens vívidas, sons e ritmo agradáveis.
· Caracterização.
· Coerente com a fonte.
· Apelo dramático.
· Apropriado; adequado aos ouvintes.
Traduzido e adaptado de "Principles of Story Telling": Barry McWilliams

O CATEQUISTA DEVE CONHECER E ENVOLVER OS CATEQUIZANDOS


Conhecer os catequizandos.
Muitos catequistas só olham para o grupo que têm por diante. Não olham para cada catequizando. Não conhecem a personalidade de cada criança nem as vidas que levam.
Antes de começar a catequese, é bom acolher cada um com um sorriso e fazer-lhe a pergunta: "O que é que te aconteceu de importante esta semana?" "De um a cinco, como foi a tua semana?". Estas perguntas dão aos catequistas uma perspectiva sobre a vida de cada catequizando e ajudam a fazer catequeses mais em sintonia com a vida real dos catequizandos.
Envolver os catequizandos
Os catequizandos devem ser participantes e não apenas consumidores passivos do caminho de fé.
Para envolver as crianças e adolescentes, o catequista:
Não usará o guia de forma rígida;
Não se limitará a ler os comentários;
Não será o único a falar, mas ajudará todos a exprimirem-se;
Ajudará a ler a Palavra de Deus na vida;
Falará menos da sua vida e mais da vida de Deus e da vida dos catequizandos;
Vai transformar a "aula de catequese" num grupo-comunidade.
 
Agenda Catequista- Edições Salesianas